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Fazendas Verticais Mudam Conceito de Alimento Local

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Imagine se deparar com um prédio bastante alto apenas para descobrir que ele não passa de uma fazenda vertical. Por mais estranho que pareça, estes novos modelos de construção estão a espalhar-se pelo mundo e prometem uma maneira mais rápida e ecologicamente correta de alimentar a população.

A primeira fazenda vertical comercial foi construída em Singapura por Jack Ng, um visionário que busca suprir a demanda alimentar da densa população da Singapura, sem precisar comprar lotes de caras terras na zona rural. O método utilizado nas fazendas verticais é econômico no tocante a eletricidade, misturando técnicas antigas com um toque de modernidade. As torres são modernas e claras, permitindo a entrada de luz solar para as plantas, sem contar a estética. Os produtos cultivados no prédio são vendidos com o rótulo de Sky Greens. Você pode descobrir mais sobre como estas fazendas funcionando vendo este vídeo em inglês.

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Está para ser aberta este ano, a maior fazenda vertical conhecida, em Scranton, Nova Iorque. A fazenda é idealizada por Green Spirit Farms e utiliza apenas 3.25 hectares de terra. Considerando que uma fazenda tradicional possui em média 120 hectares, é utilizado apenas uma fração do espaço para suprir alimento aos locais, demonstrando a eficiência deste tipo de agricultura. A fazenda utilizará de estantes com sistema hidropônico (sem terra), iluminados por LEDs que reproduzem a luz solar. Todo o sistema de rotação será monitorado e ajustado por um software que pode ser integrado a algo tão simples quanto um smartphone. A fazenda está programada para fornecer até 14 colheitas por ano: espinafre, couve, tomate, pimenta, manjericão e morango. O projeto é cerca de 10 vezes maior que a primeira fazendo construída pelo Green Spirit Farms em 2011.

Existe uma controvérsia quando à substituição da luz solar pelos LEDs. As luzes produzidas pela tecnologia LED não são, logicamente, equiparadas com a solar, que produzem resultados bem melhor no fim das contas.

O conceito de fazendas verticais resolvem vários problemas de uma vez. A facilidade de ter o alimento fresco e disponível localmente acaba com a problemática do transporte interestadual e até intercontinental, extingue a necessidade de agrotóxicos e quaisquer fertilizantes sem fim sustentável, sem mencionar os transgênicos que não combinam com este novo conceito agricultural. As culturas dependem do clima e estações, um problema que pode ser minimizado com as fazendas verticais, quebrando monopólios e facilitando o investimento no comércio e produtores locais.

fonte: http://www.collective-evolution.com/2014/01/19/vertical-farms-sprouting-up-all-over-the-world-could-bring-food-local/


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Alemanha Abastece Metade de sua Demanda Com Energia Solar

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A Alemanha fixou um novo recorde, conseguindo abastecer com energia solar, 50.6% de sua demanda ao meio do dia de uma segunda-feira, 9 de Junho deste ano. A produção solar teve um pico naquele dia de 23.1 GW. Três dias antes tinha sido de 24.2 GW entre as 13 e 14 h, mas no dia 9 a demanda caiu por conta de um feriado nacional, permitindo a quebra da marca dos 50%.

Houve muita confusão e a reportagem dos fatos não foi precisa, em alguns casos. Reportagens confundiram demanda com consumo total de eletricidade, o que inclui aquecimento e uso industrial de gás natural, apesar de que estes seriam baixos num feriado ensolarado. Manchetes de jornais sugeriram que a marca dos 50% teria sido excedida por mais de uma quinzena, em vez de uma única hora.

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Na verdade, a escala de alcance é considerável. A Alemanha não é um lugar ensolarado. De fato, 90% da população mundial mora em países substancialmente mais iluminados pelo sol.

Consequentemente, é mais eólica do que solar o pilar da Energiewende da Alemanha, a transição para fontes de energia renováveis e não poluentes.

A mudança para a energia solar na Alemanha não foi barata, com €16 bilhões em subsídios em 2013. Contudo, ao criar um nível de demanda que ultrapassou a manufatura, a Alemanha participou ativamente para baixar os custos dos painéis solares em 80% em 5 anos, permitindo que outros países sigam seus passos pagando uma fração do preço, principalmente aqueles com mais luz solar.

Ainda mais, nos estágios iniciais de transição para a energia eólica foram utilizados subsídios do governo, atualmente a energia solar pode até competir com combustíveis fósseis em preço e continuar a expandir, apesar de que em uma velocidade mais lenta que a de alguns anos atrás.

A produção de energia solar alemã cresceu 34% se comparada com o mesmo período do ano passado, uma consequência de ambos o clima e melhora nas instalações. Enquanto o primeiro é imprevisível, o aumento na quantidade de painéis garante que a marca recorde de 50% será ultrapassada novamente, provavelmente este ano.

Fonte: http://www.iflscience.com/technology/germany-now-produces-half-its-energy-using-solar


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ISIS, Oriente Médio e Brasil

Enquanto o mundo se volta para o emergente Brasil nesta segunda edição da Copa do Mundo no país, uma sombra de dúvidas e ameaças paira sobre o Oriente Médio.

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A mídia, fazendo seu corriqueiro papel de filtrar notícias que enfraqueçam a imagem consolidada da ideologia ocidental, não nos inteirou de alguns fatos importantes ocorridos no Iraque. O governo de fachada imposto pelos EUA que garantiu combustível mais barato por alguns anos, mas não conseguiu consolidar o poder no país. A guerra iniciada por Bush em 2003, sob falsos pretextos, foi paulatinamente retirada de lá pelo governo Obama a partir de 2011, mas não mudou o objetivo de assegurar uma “democracia” no país para manter seus interesses em relevância.

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Hoje, o Iraque é dominado pelo ISIS, Estado Islâmico do Iraque e Síria. A cidade de Tikrit, rica em petróleo, já foi tomada e os militantes dirigem-se pà Bagdá, capital do Iraque. Os soldados iraquianos apoiados pelos EUA aparentemente não tiveram força nem motivação para rechaçar a ameaça e por isso deixaram armas e equipamentos enquanto fugiam dos ataques do ISIS, como reportado pelo DailyMail:

…30.000 soldados fugiram, deixando para trás tanques e armas de fogo quando apenas 800 militantes se aproximavam. Em menos de 24 horas, a cidade petrolífera de Tikrit foi capturada pelos militantes, que então mudaram a atenção para a capital enquanto continuam com sua campanha para derrubar o governo apoiado pelo ocidente, parte do plano de criar um emirado Islâmico abrangendo ambos os lados da fronteira do Iraque e Síria.

 

Por que isto seria relevante para nós que moramos tão longe

Para começar, não somos autossuficientes quanto ao petróleo, que é largamente exportado, enquanto também importamos para nos abastecer. Sem mudar drasticamente o rumo do raciocínio, o Brasil exporta mais petróleo do que importa, segundo dados de 2012. Importamos muito petróleo, mas não só dos EUA, também de países Árabes e do Oriente Médio, incluindo o Iraque. Sempre que um de nossos fornecedores entra em crise por algum motivo, o preço fica sujeito a aumentos que influenciam no preço da cesta básica, por exemplo.

Nosso modo de produção é refém da especulação petrolífera que gera muitas guerras em todo o mundo, sem contar que a indústria bélica também é bastante lucrativa. Somos reféns do neoliberalismo de forma a estarmos estagnados como escravos não declarados na base piramidal com um cume manipulador e inescrupuloso. Vários levantes pelo mundo tem expressado um sentimento cada vez mais aflorado que existe algo de errado acontecendo, as pessoas sentem-se oprimidas e, apesar de uma campanha massiva para que aceitemos nossa tão recente e frágil cultura pós-moderna, existe um engasgo na população mundial, um descontentamento crescente.

Ao assistir o vídeo de Jaman, um inglês de 23 anos, criado e formado em Londres que viajou para a Síria para combater seus adversários em uma Jihad declarada, percebo os cortes propositais no discurso do jovem para modelar a entrevista cada vez mais em prol de uma mensagem midiática manipulativa. Jaman afirma que o grupo, ao contrário do que foi espalhado pela mídia, não mata arbitrariamente, mas ajuda a reconstruir casas, provê segurança e alimentação entre a população. Resta perguntar qual população e os verdadeiros interesses do grupo que usa armas para combater seus inimigos e derramar mais sangue nestas terras amaldiçoadas com petróleo.

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vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BPTSw-cC4UQ


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Estudo mostra novos benefícios do jejum

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O jejum é um método fácil, comumente usado para se perder peso, mas o este poderia também ajudar o corpo a curar doenças. Abster-se de comida por, pelo menos, dois dias pode regenerar o sistema imunológico, auxiliando no combate a infecções, de acordo com novo estudo.

Cientistas da University of Southern California afirmou que as novas decobertas poderiam ter maiores implicações para os idosos sofrendo devido a um sistema imunológico debilitado tais quais os pacientes de câncer.

Pesquisadores testaram os efeitos do jejum  de dois a quatro dias em um contexto de seis meses em camundogos e humanos. Em ambos os casos, longos períodos de abstenção de comida, diminuiu significativamente a contagem de leucócitos. E nas cobaias, cada ciclo de jejum “acionou um interruptor regenerativo” que iniciou o processo de regeneração das células tronco, criando novos leucócitos e, dessa forma, renovando o sistema de defesa do corpo.

Valter Longo, Professor de Gerontologia e de Ciências Biológicas na University of Southern California, afirmou: “ É o gatilho para as células tronco começarem a proliferar-se e reconstruir todo o sistema imunológico. E a melhor notícia é que o corpo descartou as partes do sistema que poderiam estar danificadas ou velhas, as partes ineficientes foram eliminadas durante o jejum”.

Ele ainda disse: “Agora, se você começa com um sistema severamente prejudicado por quimioterapia, ou idade avançada, ciclos de jejum podem gerar, literalmente, um novo sistema imunológico”.

O estudo também achou que o ato de jejuar reduz os níveis de enzima PKA (quinase a), um efeito que é conhecido por aumentar a longevidade em organismos simples; também reduz os níveis do hormônio IGF-1, que foi conectado ao processo de envelhecimento, aumento de tumores e risco de câncer.

Em adição aos estudos previamente citados, um estudo piloto descobriu que jejuar pelo período de 72 horas antes da quimioterapia, protegeu os pacientes contra a toxicidade do tratamento. “Enquanto a quimioterapia salva vidas, também causa danos colaterais bem significantes ao sistema imunológico. Os resultados do estudo sugerem que jejuar pode mitigar alguns dos efeitos maléficos da quimioterapia”, afirmou Tanya Dorff, professora assistente de medicina clínica da University of Southern California.

“Mais estudos clínicos são necessários, e tal intervenção na dieta deveria ser feita apenas sob a observação de um clínico”.

 

Fonte:

http://www.healthy-holistic-living.com/fasting-two-days-regenerate-immune-system-according-research.html#