Levante Informativo

Democracia de informações


Deixe um comentário

Não fume, coma!

SAMSUNG

  Mulher Substitui 40 Medicações Por Suco de Cânabis Crua

Apesar dos resultados não serem tão chocantes para todos, muitas pessoas no mundo estão ainda “acordando” para os tremendos benefícios medicinais que a cânabis tem a nos oferecer. Um estudo recente, conduzido pelo Instituto de Psiquiatria Molecular na Universidade de Bonn, Alemanha, descobriu que a ativação dos do sistema de produção de canabinoides pelo cérebro inicia um processo de liberação de antioxidantes que agem como um mecanismo de limpeza. Este processo é conhecido por remover células danificadas e melhorar a eficiência das mitocôndrias. As mitocôndrias são a fonte de energia das células. O estudo foi publicado em Philosophical Transactions of The Royal Society (Transações Filosóficas da Sociedade Real), uma revista eletrônica de Ciências Biológicas.

Existe, também, bastante evidência que apoia o fato que a cânabis também pode ser um tratamento efetivo, e até uma potencial cura para o câncer. É bem sabido que uma lista de estudos foram publicados recentemente e provam a capacidade da cânabis em curar o câncer. Drogas prescritas matam mais de 100.000 pessoas todo ano e dietas baseadas em plantas previnem mais de 60% de morte em doenças crônicas. É hora de deixarmos nossos estigmas sobre a cânabis de lado, pois a única razão pela qual somos levados a considerá-la de forma negativa é porque esta ameaçaria vários ramos multimilionários (incluindo a indústria farmacêutica). A cânabis, junto ao cânhamo, tem cerca de 50.000 diferentes usos que poderiam transformar o mundo como conhecemos.

É provado que os canabinoides não só reduzem as células cancerígenas, mas também tem o grande benefício de reconstruir o sistema imunológico. Nem todo pedaço da cânabis gera o mesmo efeito. Cada vez mais pacientes estão tendo sucesso na redução do câncer em tempo reduzido apenas fazendo uso da cânabis. Ao contrário da crença popular, fumar a cânabis não ajuda tanto a tratar as doenças porque os níveis terapêuticos não podem ser alcançados com a combustão. A criação de óleos da planta ou alimentação direto da planta são a melhor forma de se obter os ingredientes necessários, que são os canabinoides.

raw-cannabis

 

A cânabis, quando esquentada e queimada, transforma a estrutura e acidez do THC que reduz sua potencialidade terapêutica. Mais ainda, sempre que você queima algo e inala, leva-se a um estado de oxidação dentro do corpo. A oxidação não é saudável e pode levar a problemas de saúde. É por isso que os antioxidantes são uma parte tão importante de uma dieta saudável. Também, o consumo da planta crua não causa os mesmos efeitos de “chapação”, conseguidos apenas com a combustão (fumando ou comendo alimento cozido ou que foi ao forno).

Fonte: http://www.collective-evolution.com/2013/09/03/shocking-results-woman-replaces-40-medications-with-raw-cannabis-juice/

 

Assista o vídeo em inglês.

Anúncios


Deixe um comentário

Marcha contra a Monsanto

Imagem

 

Dia 25 de Maio, foi o dia escolhido para a 3ª Marcha Internacional Contra a Monsanto. Mais de 400 diferentes marchas, incluindo a África, Ásia, Europa, América do Norte, Central, do Sul e, representando o Brasil, no Rio de Janeiro.

Imagem

Mas por que a marcham contra a Monsanto?

  • Pesquisas mostraram que o alimento geneticamente modificado da Monsanto pode levar a sérios problemas de saúde, tal como o desenvolvimento de tumores cancerígenos, infertilidade e defeitos de nascença.
  • Nos EUA, o FDA, a agência que tem a tarefa de garantir a segurança do alimento da população, está misturada com ex executivos da Monsanto, e por isso, os manifestantes sentem que é um questionável conflito de interesses e explica a falta de iniciativa do governo para a pesquisa de longo termo dos efeitos dos alimentos transgênicos.
  • Recentemente, o congresso estadunidense e o presidente, aprovaram coletivamente o “Ato de Proteção A Monsanto” que, entre outras coisas, impede as cortes de impedir a venda das sementes alteradas da Monsanto.
  • Por muito tempo, Monsanto tem sido o beneficiário de subsídios coorporativos e favoritismo politico. Pequenos produtores e produtores de orgânicos têm sofrido as perdas enquanto a Monsanto continua a forjar seu monopólio sobre o abastecimento de comida no mundo, incluindo o direito a patentes sobre as sementes e constituição genética.
  • As sementes transgênicas são prejudiciais ao meio-ambiente; por exemplo, cientistas tem apontado para elas a causa do colapso das colônias de abelhas por todo o mundo.

A solução defendida por eles?

  • Votar com seu dinheiro, comprando apenas orgânico e boicotando as companhias pertencentes à Monsanto que usam transgênicos em seus produtos.
  • Rotulando os transgênicos para que os consumidores possam tomar decisões bem informadas com mais facilidade.
  • Revogar provisões relevantes do “Ato de Proteção a Monsanto” dos EUA.
  • Pedindo por pesquisas cientificas mais esclarecedoras nos efeitos dos transgênicos para a saúde.
  • Transformando os executivos e políticos apoiadores da Monsanto em responsáveis em formas diretas de comunicação, jornalismo de base, media social, etc.
  • Continuar informando ao público sobre os segredos da Monsanto.
  • Levando pessoas às ruas para mostrar ao mundo e à Monsanto que não aceitaremos injustiças sem protestar.

O famoso grupo de hackers, Anonymous (internacional) hackeou os sites da Monsanto, Bayer, entre outros.

Imagem                                                                                                  Imagem

 

Opinião Deste Blogger

Nestes momentos de tumulto e confusão, voltamos aos mesmos princípios que nossos antepassados defendiam com tanta sabedoria. Precisamos de que um povo bem educado e informado, saiba que sua força não se limita a representação partidária, que às vezes as grandes empresas com seus ambiciosos interesses vão encontrar uma maneira de burlar certas leis e manipular outras em seu favor. Aí me lembro da solução encontrada por Gandhi, que fez a gigante Inglaterra se curvar diante de suas reivindicações e declarar a Índia estado soberano; nacionalismo, apoio aos pequenos produtores e comerciantes locais, subsistência, sustentabilidade.

Acredito que o futuro da humanidade não recairá nas mãos das grandes empresas que nos fornecerão comida e bens de consumo, mas que com uma jornada de trabalho justa e com melhor qualidade de vida, seremos responsáveis por produzir, em nossas casas, grande parte do que consumimos. E em equilíbrio com nosso lar, nosso planeta, triunfaremos no topo da cadeia evolutiva, mas não por subjulgar as outras espécies, e sim, por melhor nos adaptarmos ao nosso planeta.

Imagem


Deixe um comentário

34 Estudos Médicos Comprovam Que A Cânabis Cura o Câncer

Imagem

Ainda existe muita confusão quando se trata de se a maconha é efetiva ou não para pacientes de câncer. Provavelmente você ouviu falar algo sobre isso e não tinha certeza se era informação confiável ou definitiva.

Então, para esclarecer o assunto, aqui vai uma lista de 34 estudos mostrando que a maconha cura o câncer. Categorizadas pelo tipo de câncer a ser tratado em cada estudo. Enquanto você lê os artigos, note que o tema mais comum neles é que a cânabis seca os tumores e seletivamente busca as células cancerígenas.

Enquanto pesquisas e iniciativas do cidadão comum e políticas de abrir o debate, o projeto de Cristovam Buarque, lembre-se que não estamos falando de mitigar os efeitos colaterais da quimioterapia (apesar de ser outro uso viável), estamos falando de curar o câncer em si tal como prevenir que se espalhe. Abaixo, estão incluídos artigos de jornais científicos com boa credibilidade, apesar de serem em inglês. Por enquanto existem outros assuntos que têm certa prioridade para serem traduzidos e publicados neste blog, mas com certeza no futuro estarei traduzindo alguns destes artigos.

 

Cânabis Cura Tumor Cerebral

http://www.nature.com/bjc/journal/v95/n2/abs/6603236a.html
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11479216
http://www.jneurosci.org/content/21/17/6475.abstract
http://jpet.aspetjournals.org/content/308/3/838.abstract
http://mct.aacrjournals.org/content/10/1/90.abstract

Cânabis Cura Câncer De Boca E De Garganta

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20516734

Cânabis Cura Câncer De Mama

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20859676
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18025276
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21915267
http://jpet.aspetjournals.org/content/early/2006/05/25/jpet.106.105247.full.pdf+html
http://www.molecular-cancer.com/content/9/1/196
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22776349
http://www.pnas.org/content/95/14/8375.full.pdf+html

 

 

Cânabis Cura Câncer de Pulmão

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22198381?dopt=Abstract
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21097714?dopt=Abstract
http://www.nature.com/onc/journal/v27/n3/abs/1210641a.html

Cânabis Cura Câncer Uterino, Testicular e Pancreático

http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/cam/cannabis/healthprofessional/page4
http://cancerres.aacrjournals.org/content/66/13/6748.abstract

Cânabis Cura Câncer de Próstata

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12746841?dopt=Abstract
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3339795/?tool=pubmed
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22594963

Cânabis Cura Câncer Cólon-retal

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22231745

Cânabis Cura Câncer Ovariano

http://www.aacrmeetingabstracts.org/cgi/content/abstract/2006/1/1084

Cânabis Cura Leucemia

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12091357
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16908594
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ijc.23584/abstract
http://molpharm.aspetjournals.org/content/70/5/1612.abstract

Cânabis Cura Câncer de Pele

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12511587

Cânabis Cura Câncer de Fígado

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21475304

Cânabis Cura Câncer de Vias Biliares

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19916793

Cânabis Cura Câncer de Bexiga

http://www.medscape.com/viewarticle/803983 (necessário cadastrar-se para ver estudo)

Cânabis Cura Câncer em Geral

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12514108
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15313899
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15313899


Deixe um comentário >

 

Imagem

O Exército Estadunidense Está Fechando Seu Controlador de Clima

Será que uma instalação que inspirou histórias de conspiração global pode ser apontada para se tornar Patrimônio da humanidade? Se a resposta for sim, então pode ser a única maneira de impedir que se termine o Programa de Pesquisa de Alta Frequência de Aurora Ativa, ou HAARP, localizado em Gakona, Alasca, que estuda a ionosfera.

As instalações do HAARP, não tão diferente do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, é um híbrido de ciência militar e civil bem peculiar. Foi concebido durante a metade dos anos 80, mas se deparou com a falta de propósito. Até ser construída em 1993, a Guerra Fria já havia terminado. Em parceria com a Força Aérea, Marinha, DARPA (Agência de Defesa e Projetos de Pesquisa Avançada) e a Universidade do Alasca, o principal instrumento da instalação de $290 milhões é uma matriz de 180 dípolos (objetos de duas pontas com cargas opostas) cruzados que estão espalhados por cerca de 30 acres (mais de 1.200 m2). Em conjunto, a matriz pode irradiar até 3.600 kW de força, o que tornou possível para os cientistas estudarem a física básica de como uma partícula se comporta na ionosfera, 88 a 560 km acima da Terra.

10

O objetivo oficial do HAARP é “identificar, investigar e, se exequível, ampliar um futuro comando do DOD (Departamento de Defesa estadunidense), além do controle e capacidade de comunicação, pequisa áreas a serem exploradas, incluindo geração de ondas de frequência muito e extremamente baixas, geração de campos alinhados de irregularidade geomagnética, aceleração de elétrons e investigação de processos no mais alto limite da atmosfera.” Mas no começo do deste mês, o exército emitiu uma nota oficial ao Congresso dos EUA que pretende desmanchar o HAARP até no verão do hemisfério norte. David Walker (segundo secretário assistente da Força Aérea estadunidense para a ciência, tecnologia e engenharia) disse que “não é uma área que nós teremos qualquer interesse no futuro” e que os fundos de pesquisa seriam melhor aproveitados em outra área. “Estamos nos lançando em outras formas de lidar com a ionosfera,” explicou Walker.

É este tipo de discurso que inspirou teorias conspiratórias desde o início do HAARP. No dia anterior, um cientista Sérvio havia acusado o HAARP de causar as recentes enchentes no país: “Pareceu que o céu abriu, e um mar de águas caiu dele. Não foram as gotículas de chuva que você espera ver. Foi um padrão de clima projetado que eu preciso enfatizar, não foi o primeiro nem será o último projeto do HAARP.” E, na semana anterior, um metorologista havia sido convidado para dar uma palestra na Escola Academia Star Charter em Ohio. Um dos alunos perguntou “que tipo de emprego você vai ter quando o HAARP estiver controlando o clima e você não for mais relevante?” O aluno tinha aprendido com seu professor de ciências.

 

Uma Nova E Sinuosa História

O fechamento do HAARP é deveras anticlimático, dado que é uma história bem desenhada que começa com a pesquisa do governo de alternativas para comunicar-se com submarinos que transitavam no fundo do oceano de forma a evitar a detecção soviética. Em meados dos anos 80, o físico Dennis Papadopoulos, que estava no Laboratório Naval de Pesquisa em Washington aclamou que partículas carregadas fluindo pela ionosfera poderiam ser usadas como antenas. O momento foi propício, porque o Pentágono tinha iniciado a desativação de instalações de radares de longo alcance que haviam sido designados para detectar bombardeiros soviéticos que viessem a atacar os EUA – incluindo um em Gakona, Alasca.

O Senador Ted Stevens (representante do estado do Alasca), que exerceu influência considerável sobre o orçamento de defesa dos EUA e estava comprometido em verter dinheiro federal em seu estado entrou em cena. O HAARP ofereceu a Stevens uma oportunidade de continuar financiando a instalação militar no Alasca.

À medida que a Guerra fria foi degastando, Stevens ofereceu um argumento após o outro para justificar seu mais recente e especial projeto. Como a revista Nature relatou em 2008:

bmrm6ry9mf8y8etbtjwp

Em uma coletiva de imprensa em 1990, Stevens mencionou trazer energia provinda da aurora boreal “para a Terra para ser utilizada” de modo a resolver a crise energética mundial, resultando em deboche da comunidade científica. Outros como Nick Begich, o filho de outro legislador do Alasca, começou a aclamar que o HAARP tinha na verdade a intenção de ser uma arma de defesa contra mísseis. A ideia, comicamente apelidada de “escudo assassino”, foi até revisada pelo grupo de aconselhamento JASON, mas foi descartada como sendo “sem sentido”.

Quando a Guerra Fria terminou, HAARP era uma instalação de pesquisa em busca de algo a se pesquisar. A oportunidade chegou batendo à porta em 2002, quando DARPA recomendou que o HAARP deveria ser usado para estudar maneiras de anular os efeitos de um pulso eletromagnético que poderia ser causado por uma explosão nuclear de grande altitude para incapacitar satélites terrestres em baixa altitude.

E criaram-se oportunidades únicas para a pesquisa científica, tal como estudar a radiação proveniente de explosões solares, os efeitos de distúrbios em sinais de GPS, e fazer observações dos meteoritos quando estes entrassem a atmosfera terrestre. Um dos projetos mais famosos do HAARP foi quando pesquisadores criaram uma área de “ionosfera artificial”, que iluminou o céu com a primeira aurora visível criada pelo homem.

A Brigada Com Chapéu de Alumínio

Ao longo dos anos, HAARP tem sido o alvo preferido dos teóricos conspiracionistas, que alegam que é uma arma secreta usada para controar eventos climáticos, responsável por secas, enchentes, furacões e até terremotos. Em 2010, o último líder venezuelano, Hugo Chávez, acusou os EUA de usar o HAARP para induzir fortes terremotos nas encostas do Haiti – um teste que poderia mais a frente ter como alvo o Irã. Um jornal militar russo preveniu que o HAARP poderia disparar uma cascata de elétrons que poderia inverter os polos magnéticos da Terra. “Falando de forma simples, o planeta emborcaria,” ele advertiu.

Por que o HAARP tem sido um ímã para teorias da conspiração? Parcialmente por causa do tom nefasto da linguagem utilizada pelos porta-vozes do HAARP, tal qual a declaração de “controlar os processos e fenômenos da ionosfera.” Também a ciência da instalação não é sempre fácil de entender e seu objetivo tem sido pouco obscuro. Como um artigo do Alaska Dispatch noticiou:

O que faz o HAARP susceptível a críticas conspiracionistas é simples. A instalação não abre suas portas da mesma forma que outras instalações de pesquisa financiadas pelo governo, e não precisamos de grandes esforços para explicar a importância de sua pesquisa para o público.

Se você quiser visitar o Laboratório Nacional Oak Ridge (Um Projeto da instalação Manhattan-era com financiamento exponencialmente maior, mas também com um grande foco em tecnologia nuclear altamente secreta) você pode aparecer no centro de visitas para um tour público ou agendar uma visita mais séria sem muito constrangimento. Você pode fazer o mesmo em Los Alamos, outra fortificação do Projeto Manhattan, no estado do Novo México. Em ambas as instalações, jornalistas podem acessar material de pesquisa não secreta e falar diretamente com pesquisadores e cientistas.

Nada disso é possível no HAARP.

Um final irônico para a história peculiar do HAARP é que o anúncio de seu fim veio quase exatamente um ano após o Conselho de Pesquisa Nacional de Universidades publicou um estudo favorável a um seminário, elogiando as capacidades “empolgantes” da instalação e as pesquisa que têm sido conduzidas lá. O estudo também mencionou que o HAARP ainda ofereceria oportunidades para outros ramos de pesquisa, incluindo “importantes avanços no entendimento físico dos cintos de radiação da Terra”.

Ou, talvez, é o que o governo estadunidense quer que acreditemos.

crétidos: http://goo.gl/XsRjlM


Deixe um comentário

Sua água está sendo envenenada

 

8zyzy

FLUORAÇÃO DA ÁGUA

“A fluoração da água vai de encontro a todos os princípios farmacológicos. É obsoleto” – Dr Arvid Carlsson, ganhador do prêmio Nobel em Medicina/Fisiologia.

 

VISÃO GERAL

A fluoração da água é a prática de adicionar químicos industriais e fluoreto à água com o objetivo de prevenir a perda dos dentes. Um dos fatos pouco sabidos sobre esta prática é que os Estados Unidos, que fluoram mais de 70% de seu suprimento de água, tem mais pessoas que bebem desta água tratada do que o resto do mundo somado. A maior parte das nações desenvolvidas, incluindo todo o Japão e 97% da Europa ocidental, não fluoram a água.

Nos Estados Unidos, a Divisão de Saúde Oral do Centro de Controle de Doenças (CCD) aclamam a fluoração como uma das “10 mais importantes conquistas do século 20.” Contudo, dados abrangentes da Organização Mundial de Saúde revelam que não há diferença discernente no número de perda dos dentes entre a minoria das nações do ocidente que fluoram a água e a maioria que não a faz. De fato, a taxa de perda de dentes em muitos país com água não fluorada são agora menores que os números das nações que fluoram.

Como está ficando mais claro, a fluoração dos suprimentos de água está ultrapassada, desnecessária, e uma relíquia da cultura de saúde dos anos 50 que visava uma distribuição em massa de químicos, bem diferente das práticas atuais. A minoria das nações que ainda fluoram sua água deveria cessar com esta prática. Aqui estão as razões por que:

TRÊS RAZÕES PARA SE DAR UM FIM À FLUORAÇÃO

 

Razão nº 1: Fluoração é uma forma ultrapassada de medicação

Diferente de todos os outros tratamentos de água, fluoração não trata a água em si, mas a pessoa consumindo-a. A Administração de Alimentos e Drogas (órgão estadunidense) aceita que o fluoreto é uma droga, não um nutriente, quando usado para prevenir doenças. Por definição, a fluoração da água é um medicamento. Por isso a maioria dos países da Europa ocidental rejeitaram a prática – porque, em sua visão, o abastecimento de água não é um bom sistema para se adicionar medicamentos, particularmente como o fluoreto já está disponível para o uso individual em forma de pasta de dente.

Razão nº 2: A fluoração é desnecessária e ineficiente

A razão mais óbvia para acabar com a fluoração é que agora é sabido que o maior benefício vem do contato tópico com os dentes, não pela ingestão. Até a Divisão de Saúde Oral do CCD reconhece o fato. Simplesmente não existe a necessidade, portanto, de engolir o fluoreto, seja na água, pasta de dente, ou de qualquer forma. Mais ainda, apesar de recentes alegações de que o fluoreto reduziria em 65%  as cáries, estudos modernos em larga escala mostram que não existe uma diferença consistente ou relevante na taxa de cáries de áreas fluoradas ou não.

Razão nº 3: A fluoração não é uma prática segura

A mais importante razão para acabar com a fluoração é que simplesmente não é uma prática segura, particularmente para aqueles que tem uma saúde mais fragilizada e isso os deixa mais vulneráveis aos seus efeitos tóxicos.

Primeiro, não existe nenhuma controvérsia em relação ao fluoreto ser o causador do desenvolvimento de fluorese em crianças, a descoloração dos dentes é causada pelo excesso de consumo do flúor. Cientistas do CCD reconhecem que o fluoreto causa fluorese “cosmeticamente questionável” nos dentes frontais de crianças – um efeito que pode causar constrangimento e ansiedade nas crianças em uma época que a aparência física é um importante prognosticador de auto-estima.

Segundo, é sabido que a água fluorada causou sérias doenças ósseas em pacientes que faziam diálise até o fim dos anos 70 (antes da diálise utilizar de unidades filtradoras de fluoreto). Enquanto unidades de diálises, agora, filtram o fluoreto, pesquisas mostram que atualmente a exposição ao fluoreto ainda resultam em níveis altos de fluoreto nos ossos em pacientes que fazem diálise e outros pacientes com outras formas avançadas de doença renal. É antiético comprometer a saúde de alguns membros da população para obter um benefício pretendido a outros – particularmente na falta de um consentimento consciente destas pessoas vulneráveis.

E, finalmente, um caso cada vez maior de evidências relevantes que indicam que a água fluorada, em conjunto com outras fontes diárias de exposição ao fluoreto, pode causar ou contribuir para uma série de sérios efeitos, incluindo artrite, dano para o cérebro em desenvolvimento, redução da função da tireoide, e a possibilidade de osteossarcoma (câncer ósseo) em adolescentes do gênero masculino.

As comunidades estão começando a entender a mensagem

Nos últimos anos, comunidades espalhadas pelos Estados Unidos e Canadá começaram a reacessar a sabedoria tradicional de fluoração da água. Muitas dessas comunidades, incluindo mais de 50 desde 2010, estão chegando à conclusão óbvia; quando retirados o apoio, boas intenções, e garantia de benefícios, fluoração não faz sentido.

A Europa chegou a esta conclusão há tempos. Agora é hora dos EUA e a todas as outras nações comprometidas com a saúde e bem-estar de seus compatriotas a seguir com a ação.

Fonte: http://fluoridealert.org/issues/water/


Deixe um comentário

Lista de produtos trânsgenicos segundo o Greenpeace Brasil

Imagem

ALIMENTO INFANTIL
Gerber (Novartis) Colheita especial papinha
Quaker Mingau de milho

FARINHAS E GRÃOS
Mais Vita produtos naturais Extrato de soja
Proteína texturizada
Soja em grãos
Fibra de soja
Dafap’s Farinha de milho
Fubá
Farofa pronta
Hikari Farofa pronta
Milho de pipoca
Fubá
Sêmola de milho
Farinha de milho
Mistura p/ pão de queijo
Quaker Milharina
Polentina
Mistura p/ pão de queijo

ÓLEOS
Campestre Óleo de soja
Liza (Cargill) Óleo de soja
Óleo de milho
Salada (Bunge) Óleo de milho
Soya (Bunge) Óleo de soja

MOLHOS E CONDIMENTOS
Ajinomoto Sazon (todos os sabores)
Hondashi tempero
Caldo de carne/galinha
Cirio Molho de tomate (todos os tipos)
Etti (Parmalat) Salsaretti molho
Mostarda
Molho de soja
Hikari Molho de soja
Mostarda
Linguanotto (EFFEM) Pasta p/ torradas
Óleo de alho
Parmalat Molho de tomate (todos os tipos)
Molhos prontos
Peixe (Cirio) Molho de tomate (todos os tipos)
Molho inglês
Mostarda
Quaker Maionese
Santista (Bunge) Maionegg´s
Uncle Ben’s (EFFEM) Molho pronto (todos os sabores)
Molho para salada
Vigor Maionese

SOPAS E PRATOS PRONTOS
Hemmer Cremes
Sopas

SOBREMESAS
Oetker Mistura p/ pudim/flan
Mistura p/ mousse
Mistura p/ sorvete
Mistura p/ chantilly
Mistura p/ bolo
Hikari Mistura p/ bolo
Quaker Mistura p/ bolo
Royal (Kraft) Mistura p/ pudim
Sol (Santista) Mistura p/ bolo

MATINAIS E CEREAIS
Bristol e Meyers Pro Sobee
Sustagem
Kellog’s Cereal matinal (todos os tipos)
Mococa Nutriton mingau
Moc achocolatado
Nutrifoods Cerealon mingau
Corn flakes
Nutrilatina Diet shake
Ovomaltine (Novartis) Achocolatado
Quaker Toddy achocolatado
Choco Milk achocolatado
Chocolate em pó

CHOCOLATES E BALAS
Arcor Butter toffes
Chocolates (todos os tipos)
Cadbury Chocolates (todos os tipos)
EFFEM Twix chocolate
M&M chocolate
Snickers chocolate
Lacta (Kraft) Chocolate (todos os tipos)

BISCOITOS E SALGADINHOS
Adria Biscoitos (todos os tipos)
Bauducco Biscoitos (todos os tipos)
Torradas
Biskui
EFFEM Mr Nut’s
Biscoito Raris
Elma Chips Salgadinhos (todos os tipos)
Batata frita
Glico Glico salgadinho
Ebicen salgadinho
Firenze Biscoitos (todos os tipos)
Linguanotto Soja frita
Lu (Danone) Biscoitos (todos os tipos)
Gran dia biscoitos
Triunfo biscoitos
Aymoré biscoitos
Marilan Biscoitos (todos os tipos)
Nabisco (Kraft) Biscoitos (todos os tipos)
Salgadinhos (todos os tipos)
Oetker Amendoim
Castanha de caju
Parmalat Biscoitos (todos os tipos)
Kidlat bolinho
Piraquê Biscoitos (todos os tipos)
Salgadinhos (todos os tipos)
Zabet Biscoitos (todos os tipos)
Torradas
Visconti Torradas

PÃES E BOLOS
Bauducco Torrada
Panettone
Bolo
Bolinho kids
Torta limão
Firenze Pão de soja/7grãos
Pão de forma
Bisnaguinha
Bolo inglês
Panettone
Pullman (Santista) Bisnaguinha
Pão de forma tradicional
Pão mix fibra
Ana Maria
Rocambole
Muffis
Bolo
Visconti Chocotone
Bolo

BEBIDAS
Danone Bebida láctea
Quaker Toddyinho
All day (Santista/Bunge) Alimento à base de soja
Yakult Tonyu

FRIOS, LATICÍNIOS E MARGARINAS
Danone Dany pudim de chocolate
Dannete
Corpus light iogurte
Danoninho choc
Parmalat Dessert sobremesa
Pudim de chocolate
Flan
Paulista (Danone) Glut bebida láctea
Dupli
Manjar
Flan/pudim
Santista (Bunge) Allday margarina
Primor gordura vegetal
Mila margarina de milho
Delícia margarina
Soya margarina
Vigor Flan
Gordura vegetal
Margarina

MASSAS FRESCAS
Frescarini (Pillsbury) Capeletti
Ravioli
Pastel recheado
Massa de pizza
Massa de pastel
Pavioli Ravioli de carne
Capeletti de legumes
Massa de pastel
Pastel recheado
Pastitex Capeletti carne/frango
Ravioli carne/frango
Nhoque
Massa de pizza
Pastel recheado
Massaleve Ravioli de carne/frango
Capeletti de carne/frango
Pastel recheado
Nhoque
Mezzani Ravioli de carne
Capeletti de carne
Massa de pastel
Pastel recheado
Nhoque
Firenze Massa de pizza
Massa de pastel
Santa Branca Capeletti
Ravioli
Pizza
Pastel recheado
Massa de pastel

CONGELADOS
Arosa Massa para torta
Da granja Chickenitos
Hambúrguer
Top line empanados
Kibe
Almôndegas
Forno de Minas (Pillsbury) Pão de queijo
Folhado
Pão de batata
Kilo Certo Hambúrguer
Almôndega
Chickenitos
Pizzas

RAÇÕES ANIMAIS
EFFEM Champ
Frolic
Pedigree
Whiskas
Kitekat
Guabi Faro
Top cat
Herói Mascote

 

fonte: Mídia Independente


Deixe um comentário

Salvem as abelhas antes que seja tarde

dead-bee-fadews

 

Crédito: dtimiraos via Salon

A Comissão Europeia sabe a importância das abelhas: Em 2011, ela aprovou uma moratória de 2 anos sobre uma classe de pesticidas que acreditava estar influenciando no declínio da população de abelhas. Os químicos, segundo sugerido por estudos científicos, poderiam estar contribuindo para a “Desordem de Colapso de Colônia”, ou CCD em inglês, a sigla que define o misterioso e assustador desaparecimento, aparentemente da noite para o dia, de colméias inteiras. Nos últimos 6 anos, os EUA perderam cerca de $2 bilhões de dólares em colméias, e como resultado, $30 bilhões de dólares em lavouras, para o CCD.

No Brasil não tem sido diferente, só em Santa Catarina morreram 100 mil colméias de abelhas por causas desconhecidas em 2011, um terço das 300 mil existentes na época. Mais recentemente, 4 milhões de abelhas foram mortas no município de Gavião Peixoto, município produtor de mel do interior de São Paulo. A suspeita foi confirmada após laudo feito a pedido do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, a presença de Glifosato e Clorpirifós (herbicida e inseticidade respectivamente) foi constatado nos animais mortos.

A controversa decisão da comunidade européia, logicamente, não é o suficiente para salvar as abelhas, mas é um começo. Os EUA, apesar de reconhecerem um “complexo conjunto de agravantes e patógenos”, incluindo agroquímicos, como potenciais culpados nas mortes, ainda não agiu conforme. Em Março de 2013, um grupo de apicultores e grupos ambientais entraram com uma ação contra a EPA (Environmental Protection Agency) por ter falhado em proteger os animais e por consequência, o fornecimento de comida. A agência, contudo, alegou não conseguirá concluir a revisão dos pesticidas até 2018.

No Brasil, o Ibama iniciou um processo de reavaliação de 4 agrotóxicos associados a efeitos nocivos às abelhas, mas por pressão, flexibilizaram o uso dos mesmos por falta de tempo para adequarem-se às novas regras.

Mas o problema não se limita aos agrotóxicos, diz Dave Goulson, e não apenas as abelhas produtoras de mel que estão sofrendo com o problema. Há mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo, e a perda de habitat, doenças, além dos pesticidas, ameaçam todas elas – sem contar com os outros insetos que provavelmente também são afetados, e as espécies que alimentam-se destes insetos em declínio populacional.

Professor de biologia pela universidade de Sussex e fundador do Fundo de Conservação das Abelhas Produtoras de Mel, Goulson é autor de mais de 200 estudos científicos de abelhas e outros insetos e, mais recentemente, de “A Sting in the Tale” (Um Ferrão na Cauda, ainda sem tradução no Brasil), que registra em detalhes sua fascinação de longa data pelas abelhas produtoras e sua jornada para prevenir sua extinção. “Eu acho que está bem claro que o mundo em que meus filhos estão crescendo vai ser um lugar bem mais pobre do que temos hoje”, disse em entrevista para o Salon. Contudo, ele é cauteloso em afirmar, nós ainda temos uma chance de melhorar as coisas, de pelo menos minimizar os danos. Ele tem várias sugestões de como pode ser feito. Uma versão resumida e pouco editada da entrevista segue:

Você tem estudado o declínio das abelhas por pelo menos 20 anos hoje. As mortes que ouvimos falar hoje são um fenômeno recente ou são parte de um padrão de declínio?

Então as mortes relatadas recentemente são, em sua maioria, relacionadas às abelhas produtoras de mel, que são as abelhas que mantemos em caixas para coletar o mel que produzem. Muitas pessoas acreditam que estas são a única espécie de abelhas, mas claro que não são. Existem na verdade 20 mil diferentes espécies de abelhas no mundo. Quase todas as outras são abelhas selvagens, as quais não são igualmente protegidas, elas cuidam de si mesmas. Elas são igualmente importantes, mas na verdade nem sabemos o que está acontecendo com a maioria delas.

Basicamente, as causas de morte e do declínio de suas populações são geralmente as mesmas para todos os tipos de abelhas, até onde sabemos. São três as maiores causas mais evidências de culpa. Você ouvirá todo tipo de tolice sobre outras causas. Pessoas te dirão que os celulares são culpados pelo desaparecimento; ou de campos com plantas geneticamente modificadas (transgênicos) que é bem popular – até considerada plausível, mas não muito mais que a dos celulares.

Primeiramente, a perda do habitat. A agricultura mudou radicalmente nos últimos 100 anos. Na Inglaterra nós tínhamos cerca de 50 milhões de acres (cerca de 4 km) de campos de flores silvestres, e perto de 98% dele foi destruído no século 20, quando intensificamos a agricultura e tentamos aumentar a produção de alimentos. Este problema teve seu início com a II Guerra Mundial: Subsídios foram introduzidos para pagar os fazendeiros para que limpassem os campos e essencialmente destruíssem todo o seu habitat natural para transformá-lo em monocultura. Isso aconteceu e continua a acontecer em todo lugar: Atualmente a maior parte da América do Norte tem campos de colheita massivos, por conta da disponibilidade dos pesticidas, e herbicidas em particular, que significa que você pode cultivar as safras livre de ervas daninhas. Eu questionaria se é sustentável, mas pelo menos no curto prazo, produziu muita comida. Mas isso também significa que existem muito menos flores. É difícil ser uma abelha, já que tudo que você come é pólen, néctar e flores. Provavelmente é a maior aposta para o que estaria afetando as abelhas.

Razão número dois é doença. Nós acidentalmente redistribuímos doenças de abelhas pelo mundo. Abelhas produtoras não são nativas das Américas; elas vem da África. Infelizmente, quando as pessoas transladam as abelhas, também levam consigo as doenças e parasitas, caso estejam infectadas. E elas são passadas entre espécies diferentes, então uma doença que afeta uma abelha produtora também vai afetar um abelhão e vice-versa

Número três são os pesticidas, que são toda uma história à parte, mas alguns inseticidas que usamos são realmente tóxicos para as abelhas, e para a vida selvagem em geral, e isso certamente contribui para o problema.  Associando essas três causas, a coisa fica feia.

Apenas para esclarecer, qual a maior diferença entre as abelhas produtoras, que é a abelha a qual mais ouvimos falar e as outras espécies? Comparativamente, quão importante são elas para os alimentos, agricultura, polinização e este tipo de coisa?

Se você pedir uma criança para desenhar uma abelha, ela desenhará algo grande e gordo com faixas pretas e amarelas. Este é um abelhão. Abelhas produtoras são bem menores: elas não são peludas, são bem esguias, são criaturas marrom claro e são as que vivem nas colmeias de abelhas produtoras. Existem, também, todas as outras espécies de abelha, que em sua maioria são pequenas e bem discretas.

Em termos de polinização de plantações, elas são todas importantes até certo ponto. Diferentes plantações tendem a ser mais bem polinizadas por diferentes abelhas. Tem a ver com o formato e tamanho da abelha e o tamanho de sua língua. Tomates são quase sempre polinizados por abelhões, junto com outras plantas tais como o mirtilo, framboesa, morangos, feijões e outros vegetais. Abelhas produtoras fazem um trabalho distinto, amêndoas são sempre polinizadas pelas abelhas produtoras. E muitas são polinizadas por várias espécies de abelhas. Mas o resumo disso tudo é que todas são importantes. Seria provavelmente mais sábio garantir que olhemos para uma variedade de abelhas, já que um dos perigos do mundo moderno é que algumas plantações dependem exclusivamente nas abelhas produtoras. Quando usamos muitos pesticidas, acabamos por nos livrar de abelhas nativas e selvagens, restando como opção comprar abelhas produtoras.

Amêndoas são um bom exemplo disto. Elas são cultivadas intensamente e algo em torno de 1,5 milhão de colmeias de abelhas produtoras são transportadas para o norte da Califórnia. A maior parte das abelhas produtoras da América do Norte poliniza amêndoas em uma pequena área da Califórnia toda primavera. E se algo acontecer com o suprimento daquelas colmeias, os produtores estarão perdidos, porque eles não teriam nenhuma outra opção. Isto é muito preocupante. Seria uma situação mais saudável se eles encorajassem e apoiassem tanto a preservação das abelhas selvagens quanto das produtoras como um plano B. O modelo atual é bem arriscado.

A União Europeia tem sido mais progressista que os EUA em banir os pesticidas que podem estar prejudicando as abelhas. Você pode falar um pouco sobre como a U.E. conseguiu passar esta lei e se estão percebendo algum efeito?

Sim, então, na União Europeia nós recentemente banimos, por dois anos, três tipos específicos de neonicotinóides, um tipo de inseticida que é quimicamente relacionado à nicotina. É uma toxina relacionada aos nervos que afeta o cérebro da abelha e de qualquer outro inseto. É muito tóxica para os insetos, mais do que qualquer outra substância inventada antes. Para ilustrar isto, um quinto de uma colher de chá suficiente para matar 250 milhões de abelhas. No Reino Unido, que tem uma área bem pequena, temos que comprar 80 toneladas deste químico todo ano – os números nos EUA são bem maiores. Então nós estamos colocando toneladas e toneladas dessa substância nas terras, o que é persistente, é sistêmico, contamina as plantas, o pólen e néctar.

A maioria dos cientistas que trabalham nesta área estão profundamente preocupados que isto esteja basicamente prejudicando nossas abelhas. Não necessariamente as matando diretamente, mas temos boa evidência de que as doses que elas recebem são suficientes para alterar seus comportamentos. Como eu disse anteriormente, são toxinas dos nervos, elas afetam o cérebro das abelhas. A abelha torna-se menos hábil para navegar e não consegue aprender ou associar; são habilidades básicas que elas dominam bem. É essencial para sua função pois é assim que elas encontram flores e guiam-se para retornar ou sair do ninho. Então com as abelhas produtoras ou abelhões, as operárias saem para colher durante todo o dia e elas podem voar por milhas até encontrarem terrenos floridos e trazerem alimento de volta. Mas se elas entrarem em contato com a toxina dos nervos, elas não conseguem orientar-se, e aí ficam perdidas e isso vai diminuir o suprimento de comida no ninho.

Então existe uma boa razão para acreditar que estas fatos estejam prejudicando nossas abelhas. E como resultado, felizmente, decidimos ir em frente com a moratória. Mas ainda não surtiu efeito. A moratória passou a vingar em dezembro 2013, 5 meses atrás, mas toda nossa safra de outono, que é quando a maior parte de nossa safra é plantada, foi tratada antes da moratória. Então se você dirigir pela Inglaterra hoje, você verá muitos campos de canola florindo. Elas são todas tratadas. Então mesmo com a moratória hoje vingando, não veremos os benefícios até, no mínimo, o próximo ano. Para ser honesto, provavelmente levará mais tempo que isso.

Uma moratória de 2 anos não parece tempo o suficiente para medir se vai haver algum impacto real. Quanto tempo nós precisamos de fato?

Bem, provavelmente alguns anos, e eu devo enfatizar que mesmo com esta moratória ativa, as abelhas ainda tem muitos outros problemas, portanto a população não vai ter um aumento vertiginoso. Mas em muitos casos, esses químicos são muito persistentes; nós sabemos que eles se instalam no solo por entre 5 e 10 anos. Então vai levar algum tempo para este produto lentamente desaparecer do meio-ambiente, e nada vai acontecer de forma rápida. Eu esperaria que em 3 ou 4 anos o banimento seja renovado, aí começaremos a perceber uma pequena melhora – não só nas abelhas, mas esperamos que em toda a vida selvagem, porque acho que há uma boa razão para acreditar que estes químicos tem tido um efeito negativo em todos os insetos: insetos como a joaninha, borboletas e todo o tipo benéfico de invertebrados que gostaríamos de ver, e provavelmente os animais alimentam-se deles, como pássaros.

Então é isso, vai levar um longo tempo até podermos perceber os benefícios. Mas o quanto antes começarmos, melhor. Não quero parecer rude sobre isso com vocês, as é muito triste que os EUA estejam tão lentos em lidar com isso. Não há nada acontecendo nos EUA e eu acredito que chegou a hora de vocês agirem.

Então pode-se argumentar que se as abelhas estão tendo esta experiência negativa  com os efeitos dos pesticidas, é bem provável que estes se espalhem pela cadeia alimentar e que animais de grande porte ou pessoas possam também ser afetadas.

É bem provável que um número de animais esteja sendo afetado por falta de alimento. Tenho feito alguns estudos ainda não publicados com várias evidências indiretas que são bem convincentes, parece sugerir que a população de pássaros, particularmente os comedores de insetos, foi atingida. Provavelmente não por envenenamento direto, mas simplesmente porque todo o seu alimento desapareceu.

É possível que haja efeitos na cadeia alimentar também. Estes pesticidas em particular, são menos tóxicos para nós do que eles são para os insetos, mas ainda são tóxicos. E toda a pesquisa de segurança é baseada em efeitos de curta duração. Falando de forma geral, são apenas 48 horas ou dificilmente uma semana, no máximo, e se você testar em ratos ou qualquer animal este estará vivo no final, então você assume que ele está bem. Mas na verdade o que acontece no mundo real é que este animal e os humanos são continuamente expostos por toda suas vidas. Mais ou menos tudo que você come contém um grande variedade de químicos.

Voltando para as abelhas, alguns grupos nos EUA tem pressionado a EPA para decretar um banimento parecido com o do Reino Unido, mas até agora a EPA diz que não irá nem sequer analisar o pedido por alguns anos. Existe algo que possamos fazer para ajudar a preservar as abelhas neste meio tempo?

Muitas das estórias de conservação são tristes porque você não existe forma fácil de envolver-se. Você não pode se envolver para salvar os ursos polares ou tigres ou qualquer animal, mas você pode ajudar a salvar as abelhas apenas no seu jardim no quintal. É fácil encontrar listas de flores que são boas para as abelhas, a “Xerces Society” tem listas para a America do Norte, e a “Bumblebee Conservation Trust” tem uma lista para o Reno Unido. Então qualquer um pode facilmente ir à sua floricultura local e encontrar algumas plantas que são boas para as abelhas. Quando estas plantas florirem, você verá abelhas – mesmo no meio da cidade, abelhas irão te caçar e visitar suas flores se você as cultivar. Se você puder prover alimento limpo, saudável que realmente ajuda, porque é algo realmente em falta neste momento. E talvez elas possam lidar com doenças e o envenenamento se estas tiverem acesso a um bom e limpo alimento de vez em quando. Se você não tiver um jardim, talvez haja locais próximos onde você possa trabalhar, ou parques comunitários e jardins que são propriedade da cidade – cultivar plantas próprias para abelhas fará uma boa diferença.

O quão otimista você está de que possamos inverter este declínio?

O declínio irá continuar por algum tempo. Não só para as abelhas, mas para a vida selvagem. A situação presente é bem deprimente: Estamos basicamente no meio do que chamamos de evento de extinção em massa. Provavelmente muitas espécies são extintas todos os dois, e nada vai conseguir frear este ritmo rapidamente. Mas caso comecemos a mudar, se pararmos de mexer com o planeta, pelo menos poderemos minimizar os danos.

É realmente difícil de saber. Quero dizer, em um dia ruim eu fico bem deprimido com essa situação, e, para ser honesto, eu acho que está claro que o mundo em que meus filhos irão crescer vai ser um lugar mais pobre do que temos hoje. É inevitável, dado que este processo está em andamento neste momento. Já destruímos grandes proporções do ecossistema do planeta e estamos a destruir mais a cada dia. Cultivamos comida de forma altamente hostil a meio ambiente e provavelmente de forma não sustentável. Estamos a testemunhar uma massiva erosão nos solos ao redor do mundo, o que inevitavelmente leva à queda da produção dos plantios. Então qualquer pode se ver completamente deprimido a pensar que o futuro parece sombrio – eu não sei dizer. Espero que não.

Tudo que podemos fazer é dar o nosso melhor neste momento. E nada que fizermos adiantará para ajudar a recuperar o que perdemos. Talvez seja um pouco meloso, mas existe um velho provérbio que diz, “A melhor hora de plantar uma árvore é 10 anos atrás. E a segunda melhor hora para plantar uma árvore é hoje.” Bem, você sabe, se todos começarem a fazer algo, então certamente irá ajudar. Então você precisa tentar e ser otimista, não é? Se as pessoas desistirem e pensarem que não tem sentido, é tarde demais, estaremos realmente ferrados. A vida é dura, às vezes. Alguns tipos de abelhas são mais fortes que outras, então nós iremos perder algumas – na verdade já perdemos algumas – mas se não formos tão estúpidos não perderemos todas elas.

Por Lindsay Abrams, traduzido e adaptado por Eduardo Leite.

Outras fontes: http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/reportagens/onde-estao-as-abelhas